domingo, 11 de outubro de 2009

FLIPERAMA!

Não venho atualizando esse blog há tempos! Minha mãe sempre diz que eu nunca termino o que começo.   Mas a  verdade é que, ando muito decepcionado com alguns acontecimentos recentes, que não posso, e nem devo comentar aqui. Mas, segundo a filosofia de boteco do bar do Tião (a cerva mais gelada de São Carlos. Bom! pelo menos da avenida São Carlos) merdas acontecem! E como. O melhor é acostumar.


E como, também, males são sempre para um bem maior, volto ao blog abandonado, com muita vontade de cozinhar e ouvir um bom rock no talo!



Nesses momentos chorosos da vida, sempre me lembro do meu grande amigo e irmão Porco (palmeirense e recordista de rodízio de pizza), com seus pensamentos que nos confortam e ilustram muito bem certas situações de nossas aborrecidas vidas:



"A vida é um grande fliperama. Se você se comporta, Deus dá outra ficha no final." Hare Krishna então! Pra quem é da época dessa grande invenção da humanidade, sabe o que estou falando.




Por um tempo, foi ele (Porco) quem abasteceu o balcão, e o ideário (esse continua com acento), do bar do Tião.



Outra das coisas que me emocionaram nestes dias cinzas está condensado neste pequeno diálogo que segue:


Eu (testa franzida e voz amargurada): - Eu sou uma pessoa ruim?



Amigo da onça (olhando bem nos meus olhos e voz enérgica): - Claro que não! (com voz doce e um semi sorriso estampado no rosto) Você vai trabalhar no meu lugar para eu poder ir no AC/DC, não!?



Of course! Verdadeiros amigos nunca, nunca perdem a piada, e eu já havia prometido de qualquer forma. Deixa pra lá! E se os deuses do rock n´roll permitirem, Paul Maccartney vem ano que vem, ou será o Billy Shears, como a facção xiita dos beatlemaníacos professam?


Também fui chamado de doente, doente no sentido de louco babão mesmo. Tudo bem, eu disse. Mas já li o "Apanhador..." e ouvi tantas vezes Helter Skelter, e mesmo assim não deu vontade de atirar em nenhum beatle e nem ninguém. Mas, por via das dúvidas, procuro não ir ao cinema armado.


Falando em Beatles, esses dias estive em São Carlos Rock City, a meca do rock bem tocado do planalto paulista, e fui até o Armazém, um bar onde, se plantando, tudo dá, meio improvisado mas com cerveja barata e sem toda aquela gente metida a besta e pseudo-intelectuais comunistas que só calouros da federal gostam, enfim, um lugar agradável e de amigos.


Como quase sempre, e graças ao bom Deus, o tema da noite era rock n´roll (Não pensem que sou xiita! Na minha concepção de música boa ou boa música, posso incluir Fagner, Erasmo, Ney, Milton, Jessé, a senhorita Ro-Ro, Secos e Molhados, Odair José e Reginaldo Rossi junto com Jerry Lee Lewis, Bo Diddley, Mutantes, Roy Orbison, Terço, Pretenders, Bruce Springsteen, Cure e Smiths no mesmo balaio e sem escrúpulos, já Elvis, Robertão e Beatles são outra história). Bom! O tema era rock n´roll dos anos 50 e 60, a banda se chama Black Limousine, que imagino ser tirado da música Long Black Limousine do Elvis.


Os caras mandam muito bem e escolheram um repertório cheinho de clássicos: Chuck Berry, Chubby Checker, Creedence, Elvis Presley, Jerry Lee Lewis, Little Richard, Roy Orbison, The Mamas and The Papas, The Beatles e outras cositas. Eles fazem um barulho (no melhor dos sentidos) impressionante no palco, se levarmos em conta que se trata de um power trio. As várias nuances de guitarra, tão característicos desse tipo de som, são perfeitamente audíveis, o baixo sincopado, bem marcado e consistente, e um vocalista que todo banda gostaria de ter, sem contar os arranjos vocais, outra coqueluche da época, os Ahhhhs, Uhhhhhhs e Tchubirubas (não os daquela garota chata) beiram a perfeição. Mandam sons próprios também, com todas as características acima. Fica aí uma boa dica.


Deixando a rasgação de seda de lado, foi nesse bar, nesse mesmo dia, que ouvi umas das frases mais hilárias e pertinentes da minha vida. Como sempre, estava eu bebericando uma cerveja em um cantinho escuro do boteco e, também como sempre, encontro um velho amigo, guitarrista dos tempos áureos do sexo, cigarros e rock n´roll (não, eu não uso drogas, pelo menos não as isentas de tributação), quando eu ainda subia em um palco. Ficamos trocando lembranças, conversamos amenidades, falamos do tempo ou coisa que o valha, quando de repente, chega o primo desse camarada, que eu também conhecia das antigas, e que tinha ido passar um tempo na terra da rainha. E seguiu-se o seguinte diálogo:


Eu(canastrão): Oi, e aí tudo bem? Esse bar parece filme de terror hoje. Tá todo mundo levantando da tumba.


Primo(blasê): Nossa como você engordou!


Eu(puto): Vai às merdas!


Camarada(fanfarronando): Não era pra você estar "tocando" lá no banana hoje?


Eu(fanfarronando e surpreso): Tá com banda no banana????*


*O banana é uma casa de shows onde rola o melhor do pagode, axé, sertanejo, teencore, trash, funk e todas as suas vertentes. Vai ex-BBB como mestre de cermônia e o caramba, aqueles colunistas sociais de jornal de interior ficam babando ovo pra pessoas que a gente nunca ouviu falar, e como se não bastasse, no final da night, rola aquela mini rave super bacana com os melhores Top Dj´s (todo Dj se denomina top, quem diabos dá essa certificação pros caras?! E vocês já perceberam como todos os Dj´s são de Israel?! É a terra prometida dos Dj´s). Sacaram o estilo né?! Meio...chá de boldo, perceberam?! Continuemos o diálogo:


Primo(contrariado, mas sem deixar a peteca cair): Nada, eu sou o Dj convidado hoje, botaram lá...direto da Inglaterra, a banda começou agora, eu toco o meu set no final pra botar todo mundo em transe.


Camarada(super fanfarrão): Vai à merda! Você passa dois anos na Inglaterra dando o cu e quer chamar aquele ruído de música?


Eu(engasgado e com cerveja saindo pelo nariz): Há Há Há!!!!


Coisas assim fazem a vida valer a pena, ou não?

Ainda tenho que ensinar vocês, pobres desesperados, a passar roupa no chuveiro, preparar caipirinha no tanquinho, fazer aquela gororoba do miojo ter algum gosto, e cozinhar alguma coisa decente pra namorada.

All we need is love, money, sex, food, music, girlfriend and friends!


Abraço.




quinta-feira, 18 de junho de 2009

Carninha na panela!

Oi pessoal!

Quase ninguém gosta da segunda-feira. Acontece que segunda é dia de folga, portanto, eu gosto. E me deu uma vontade danada de comer carne de panela. Bom! Eu não sei fazer carne de panela, quer dizer, saber eu sei, o problema é que morro de medo de panela de pressão. Não sei porque mas, sempre acho que aquele troço vai explodir e acabar com a casa toda. Fiz sem pressão mesmo, o segredo é deixar cozinhando mais tempo, bem mais tempo. Fui até o açougue e pedi uma carninha bem molinha, me empurraram patinho, 01 quilo dá pra pelo menos 03 dias (almoço e jantar). Quatro tomates, três cebolas grandes e muitas batatas depois, fui pra casa começar.
Desculpem pelos poucos pixels do celular. Tô economizando pra comprar uma câmera de verdade.


Tempere o patinho (peça pro açougueiro gente boa cortar a carne em cubinhos) com sal, pimenta do reino e alho (se quiser) e deixe na geladeira.



Corte os tomates em fatias e descasque as batatas. Se elas forem muito grandes, corte em mais pedaços, não tão grandes, nem muito pequenos.


Antes de qualquer coisa, isso aí embaixo são as batatas. É! Elas não vem em saquinhos azuis.

Pra começar, pegue uma panela grande o suficiente pra cozinhar tudo o que você comprou, coloque azeite (eu prefiro azeite, fica melhor) suficiente para dourar uma cebola bem picadinha.Uma só!
Dica: Se for comprar azeite, leia o rótulo, se estiver escrito "óleo composto", desencana, pode parecer, mas não é azeite, azeite é um pouquinho caro mesmo.
Não fique com medo, eu também tenho foto da cebola dourando. Didatismo é tudo!
Tem dois dentes dentes de alho aí no meio, eu gosto muito e faz bem pra saúde, mas não pique, descasque e amasse com um garfo, isso libera melhor o sabor. Ponto pra vovó!

Um segredinho pra você não chorar feito uma menininha enquanto estiver cortando as cebolas: Depois de limpá-la, enfie embaixo da água corrente. Ou isso, ou beba leite enquanto corta, mas aí, você corre o risco de perder totalmente o apetite.

Quando a cebola estiver bem molinha, jogue a carne aos poucos para dourar. Tudo isso com o fogo alto. Também tem fotoooo!
Não se preocupem! Eu não estava cozinhando no quintal. Essas duas folhinhas aí são de louro, não precisa sair por aí procurando um pé de louro, no mercado eles vem em saquinhos.


Mexa até dourar todos os cubos de carne. Nesse processo a carne vai soltar bastante água, não se atreva a tirá-la da panela.

Quando a carne perder a cor vermelha, coloque as batatas por cima. Vai ficar mais ou menos assim:Nesse ponto você já vai se sentir orgulhosissímo só de sentir o cheiro, vai por mim!

Depois das batatas devidamente acomodadas, coloque todas as fatias de tomate sobre as batatas, e sobre os tomates, o restante da cebola, que podem estar em fatias também. A ordem dos legumes não altera o sabor do produto. Regue com bastante azeite.

Se você já estava se sentindo o chef...agora então! Pode ligar pra sua mãe e contar vantagem.
Os tomates vão derreter e ajudar o molho a apurar. Ferva um copo americano cheio de água, desses que você toma cerveja e usa de cinzeiro, junto com dois tabletes de caldo de carne. Quando os tabletes estiverem totalmente derretidos jogue tudo no cozido e preencha a panela com água até a linha dos tomates, ou batatas, ou cebolas, enfim, o que estiver por último.


Tampe a panela, abaixe o fogo e deixe cozinhar por uma hora, ou até ficar parecido com essa foto aí embaixo. Yes!!!!




Gente! A batata tem que estar bem macia, quase desmanchando. ok!? A carne também tem que estar ficar bem macia. Enquanto estiver fervendo você pode acrescentar mais sal e pimenta do reino, mas experimente! Não estrague tudo jogando sal feito um desvairado. Fica ótimo com arroz branco (Não sabe fazer? Depois eu ensino) e farinha. Pode chamar os amigos, a namorada ou aquela vizinha que você tá de olho faz tempo e bom apetite!





sábado, 30 de maio de 2009

Olá companheiros solteiros!

Há muito tempo vinha pensando em inaugurar um blog. Sem pretensão, se quiser seguir, que sigam-me os bons. Na verdade a ideia toda começou em forma de livro: "Mil e Uma Maneiras De Preparar Miojo", mas logo desisti por razões óbvias. "Cozinha de Solteiro e Outros Cômodos" foi a maneira mais bacana que encontrei de fazer duas coisas que gosto bastante: escrever e cozinhar. E de lambuja, ainda economizar uma grana com psiquiatra e ansiolíticos.

A partir de hoje, humildemente, postarei algumas receitas práticas, bonitas e gostosas evitando todos aqueles ingredientes com nome difícil e impossíveis de serem encontrados na quitanda ou mercadinho da esquina, (a não ser que você tenha uma casa de praia no mediterrâneo). Essas receitas, a maioria pelo menos, aprendi com minha mãe, a melhor cozinheira mineira de todos os tempos do mundo, quando eu ainda não precisava arrumar a cama de manhã.

Pra não ficar só na cozinha, "outros cômodos", se refere à situações e particularidades da vida de solteiro, como o fato de, geralmente, não sabermos passar roupa (tenho uma dica ótima que quase resolve o problema), ou como trocar a resistência do chuveiro sem tomar aquele choque terrível ou como decorar aquela parede branca da sua casa utilizando encartes de cd`s ou aqueles informativos das bandejas do Mac Donald´s. Tudo isso com muitas fotos no estilo passo a passo. É isso. Divirtam-se!